Opções pedagógicas

A escola é constituída por turmas de pequena dimensão o que possibilita uma relação pedagógica próxima em que a individualidade de cada aluno é tida em conta. Numa perspectiva humanista o aluno é o centro motor da aprendizagem, enquanto que o outro actor deste processo – o professor – se constitui num facilitador, num construtor de ambientes de aprendizagem que maximizem as oportunidades para aquele se desenvolver.

Como na generalidade das Escolas Profissionais, vigora a estrutura modular de ensino, o que significa que os programas estão estruturados em módulos, unidades significativas de aprendizagem, o que permite a adequação a alunos com níveis de formação e características muito diferenciadas, promovendo-se a responsabilização progressiva destes pelo seu próprio processo de aprendizagem.

As estratégias de ensino utilizadas são diversificadas, desde o ensino expositivo à resolução de problemas, ao trabalho de pesquisa, com especial relevo para o trabalho de grupo, cuja competência assume particular importância no futuro trabalho de todos os técnicos que formamos. O espaço-aula assume assim um conceito que rompe com as fronteiras clássicas da aula tradicional, e conquista todo o espaço necessário à realização das actividades que o professor propõe a cada aluno ou grupo de alunos. Para que os alunos em formação desenvolvam as competências, saberes e atitudes previstos no perfil profissional, e porque nos preocupamos com todas as suas dimensões enquanto pessoa global (saber ser, saber e saber fazer), criamos desde o início múltiplas oportunidades de aprendizagem experiencial.

Nos primeiros anos, as situações vividas são em ambiente protegido (dinamização interna da escola, abertura da escola ao meio, simulações, saídas ao exterior para tomada de contacto com as realidades profissionais, seminários), enquanto que nos segundos anos, a par da formação teórica, todos os alunos são colocados em instituições de estágio executando actividades no âmbito da sua futura função profissional.

 

Após dois terços da conclusão do plano curricular previsto, os alunos deverão conceber, implementar e avaliar um projecto de intervenção, designado de Prova de Aptidão Profissional, em estreita ligação com os contextos de trabalho, integrador dos vários conhecimentos, competências e atitudes desenvolvidos ao longo do curso.

Em sintonia com estas opções educativas, assume particular relevância a avaliação formativa individualizada e contínua, que incide sobre as aprendizagens reais de cada aluno nos domínios dos saberes, das competências e das atitudes, segundo os critérios previstos para cada módulo, o que implica, nomeadamente, que todo o processo de aprendizagem seja objecto de avaliação, e não apenas o resultado final. Espera-se que o aluno vá adquirindo progressivamente competências de auto-avaliação, constituindo-se no agente privilegiado da avaliação / regulação do seu desenvolvimento.

No exercício da sua autonomia pedagógica, a escola avalia e readapta regularmente as propostas programáticas em função de indicadores que vai recolhendo das instituições, dos empregadores e da comunidade em geral, tendo em vista uma maior adequação entre o plano de formação e as necessidades do mercado de trabalho.

A Escola assume ainda o papel que lhe cabe na sensibilização dos empregadores e da comunidade para a criação de mais oferta de emprego que permita uma absorção progressiva pelo mercado de trabalho dos técnicos que vão sendo formados. Para além de estar aberta ao meio em que se insere, a Escola protagoniza ainda o seu papel de preparação para o exercício da cidadania europeia, candidatando-se regularmente a programas comunitários que dão acesso a que os nossos alunos contactem com outras realidades socioculturais.